terça-feira, 14 de setembro de 2010
roubada
Os optimistas sempre podem converter-se ao cinismo quando o mundo lhes esfrega na cara as imperfeições dos homens. Mas o que resta aos de nós que nunca tiveram grande impressão do ser humano? A morbidez de poder declarar que se estava certo?
domingo, 12 de setembro de 2010
coisas...
Here's another one of those offhanded 10-minute DFA dance tracks you don't ever want to end. It actualizes the cautious epiphany that comes with getting over someone; that moment a few days or weeks or months later when you wake up and feel a little lighter. "Since We Last Met" is the sound of just lying there and soaking it in for a while. Minimal producer Bruno Pronsato provides the pulse-- a handcrafted mix of simple synths, flitting flutes, and lackadaisical hand claps that wouldn't sound out of place on Four Tet's recent foray into Berlin-style hypnotism, There Is Love in You. Sergio Giorgini of D.C. electro duo Benoit & Sergio handles the half-asleep vocals as if he's thinking things through in real time.
The hook repeats like a looped future memory: "One day I'll see her on the street/ And we'll greet with casualness/ And discuss the flow beneath the bridges/ Since we last met/ And that'll be all." And when Giorgini groggily sings "and that'll be all" backed by Pronsato's humble warmth, it's not a lament as much as a relief. No more regrets. No more self-pity. No more wrenching what-ifs. The song draws out this moment of clarity with a build subtle enough to feel real. "Since We Last Met" marks the start of a promising relationship between Pronsato and Giorgini as NDF. It also shows how endings can be just as great as beginnings.
Pitchfork oracle!!!
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
...
carilada e coca-cola. Um dia, quando os meus pais aceitarem comer algo cozinhado por mim (sim, ainda não veio esse dia...) vão ter que comer disto. Vai ser uma estreia dupla, nunca comeram nada que passasse primeiro pelas minhas mãos e nunca comeram caril de gambas.
Um dia há-de ser dia!
domingo, 22 de agosto de 2010
rendição
Esta coisa de ir pelo lixo dos outros, imaginando a vida deles e as estórias por detrás das coisas que as pessoas deitam fora, herdei-a da minha Avó. Colectora inveterada de lixos alheios, havia sempre um armário velho que podíamos por na garagem pra guardar ferramentas, cadeiras que se lhe dava uns pontos e eram mesmo o que ela precisava pra sentar à frente da lareira ou mesmo umas plantas moribundas que mereciam um plano de ressurreição. Hoje pesquei isto dos despojos dos meus vizinhos. Adorável.
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